Nós queremos a revolução feita serenamente no domínio das ideias e da ciência, primeiro - depois pela influência duma opinião esclarecida e inteligente.
Eça de Queirós

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

"Yes we can! Can we?"


Há algum tempo que não escrevo neste blogue, o qual aliás suponho nem tenha tido mais de que um ou outro leitor eventual, por isso talvez a revolta que propomos continue sempre adiada. Contudo, tal qual Nietzche alvitrava, a esperança permanece no fundo da caixa de Pandora, como o pior de todos os males. A esperança esse sonho de mudança, a esperança de que de facto um outro mundo é possível, vive de vitória e de recuos.
            Hoje, sem dúvida, e, independentemente do que o futuro nos traga, a vitória de Barack Obama, nas eleições norte-americanas realizadas ontem, para além de constituir o acontecimento histórico mais importante deste início de século XXI, traz consigo o renovar dessa esperança "precoce e intranquila, como o frágil e ingénuo cravo da rua do arsenal", usurpando as palavras do músico José Mário Branco.
            A mudança é possível… e a América fica aqui tão perto. Escusado será dizer que esta vitória nos diz respeito, é como se de nossa se tratasse, neste nosso mundo cada vez mais cosmopolita ou global. Yes we can é, por ora, a palavra de ordem. Que sonhos vamos cumprir neste século? Que barreiras irão cair em prol de uma humanidade mais humana, de um planeta mais saudável ou de uma sociedade mais justa, nos noventa e poucos anos que avizinham? São as perguntas que deixamos como desafio ao futuro

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