Crónicas, ensaios, opiniões tudo cabe na nossa revolta interior que urge partilhar. Aqui pensamos o mundo e a vida à nossa volta. Pensemos para transformar!
Nós queremos a revolução feita serenamente no domínio das ideias e da ciência, primeiro - depois pela influência duma opinião esclarecida e inteligente.
Eça de Queirós
sábado, 8 de novembro de 2008
Pouco mais há para dizer...
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Política
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
confissões de um homem que tudo fez pela arte em Portugal
Por mim, = chegado ao termo da jornada, = depois de desenganos e perfidias de birbantes despresiveis, sínto que malbaratei o meu tempo, e o meu interesse, inutilmente e sem vantagem para a boa causa que julgava missionar e servir! Reconheço que desperdicei a vida a pensar em utopias e inepcias, com a leviandade de quem erra uma operação de aritmética! Anos consecutivos de cuidados e fadigas absolutamente gratuitas! Sem remuneração, abnegadamente liberto de calculos de ambições futuras, ou vislumbrados premios compensadores!... Para que tantas canceiras e contrariedades?... Se ninguem aproveitou com isso!?...
António Augusto Gonçalves (1848-1932), Enumeração das obras preparativas para a instalação do Museu Machado de Castro, Coimbra, Tip. de "O Despertar", 1929, p. 10.
Obrigado Raimundo por poder escrever no teu blog.
António Augusto Gonçalves (1848-1932), Enumeração das obras preparativas para a instalação do Museu Machado de Castro, Coimbra, Tip. de "O Despertar", 1929, p. 10.
Obrigado Raimundo por poder escrever no teu blog.
"Yes we can! Can we?"
Há algum tempo que não escrevo neste blogue, o qual aliás suponho nem tenha tido mais de que um ou outro leitor eventual, por isso talvez a revolta que propomos continue sempre adiada. Contudo, tal qual Nietzche alvitrava, a esperança permanece no fundo da caixa de Pandora, como o pior de todos os males. A esperança esse sonho de mudança, a esperança de que de facto um outro mundo é possível, vive de vitória e de recuos.
Hoje, sem dúvida, e, independentemente do que o futuro nos traga, a vitória de Barack Obama, nas eleições norte-americanas realizadas ontem, para além de constituir o acontecimento histórico mais importante deste início de século XXI, traz consigo o renovar dessa esperança "precoce e intranquila, como o frágil e ingénuo cravo da rua do arsenal", usurpando as palavras do músico José Mário Branco.
A mudança é possível… e a América fica aqui tão perto. Escusado será dizer que esta vitória nos diz respeito, é como se de nossa se tratasse, neste nosso mundo cada vez mais cosmopolita ou global. Yes we can é, por ora, a palavra de ordem. Que sonhos vamos cumprir neste século? Que barreiras irão cair em prol de uma humanidade mais humana, de um planeta mais saudável ou de uma sociedade mais justa, nos noventa e poucos anos que avizinham? São as perguntas que deixamos como desafio ao futuro
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